terça-feira, 25 de abril de 2017

Poemas sobre a LIBERDADE

LIBERDADE NO SABER
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam voo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
Alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
No maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...

Mário Quintana

TROVA DO VENTO QUE PASSA
Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.
Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.    
Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.
Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.
Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.
E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.
Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.
Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).
Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.
E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.
Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo                                             
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Manuel Alegre

LIBERDADE, ONDE ESTÁS? QUEM TE DEMORA?
Liberdade, onde estás? Quem te demora?
Quem faz que o teu influxo em nós não Caia?
Porque (triste de mim!) porque não raia
Já na esfera de Lísia a tua aurora?
Da santa redenção é vinda a hora
A esta parte do mundo que desmaia.
Oh! Venha... Oh! Venha, e trémulo descaia
Despotismo feroz, que nos devora!
Eia! Acode ao mortal, que, frio e mudo,
Oculta o pátrio amor, torce a vontade,
E em fingir, por temor, empenha estudo.
Movam nossos grilhões tua piedade;
Nosso númen tu és, e glória, e tudo,
Mãe do génio e prazer, oh Liberdade!                                
Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765–1805)

LIBERDADE, ONDE ESTÁS? QUEM TE DEMORA?
Liberdade, onde estás? Quem te demora?
Quem faz que o teu influxo em nós não Caia?
Porque (triste de mim!) porque não raia
Já na esfera de Lísia a tua aurora?
Da santa redenção é vinda a hora
A esta parte do mundo que desmaia.
Oh! Venha... Oh! Venha, e trémulo descaia
Despotismo feroz, que nos devora!
Eia! Acode ao mortal, que, frio e mudo,
Oculta o pátrio amor, torce a vontade,
E em fingir, por temor, empenha estudo.
Movam nossos grilhões tua piedade;
Nosso númen tu és, e glória, e tudo,
Mãe do génio e prazer, oh Liberdade!                                

Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765–1805)


LIBERDADE QUERIDA E SUSPIRADA
Liberdade querida e suspirada,
Que o Despotismo acérrimo condena;
Liberdade, a meus olhos mais serena,
Que o sereno clarão da madrugada!

Atende à minha voz, que geme e brada
Por ver-te, por gozar-te a face amena;
Liberdade gentil, desterra a pena
Em que esta alma infeliz jaz sepultada;

Vem, oh deusa imortal, vem, maravilha,
Vem, oh consolação da humanidade,
Cujo semblante mais que os astros brilha;

Vem, solta-me o grilhão da adversidade;
Dos céus descende, pois dos Céus és filha,
Mãe dos prazeres, doce Liberdade!

Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765–1805)


Nota:
Recolha de poemas elaborada pela Profª Natércia Caravela

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Dia da Liberdade - 25 de Abril

LIBERDADE

   O CONCEITO DE LIBERDADE…

 

Liberdade é o conjunto de direitos reconhecidos ao indivíduo, considerado isoladamente ou em grupo, em face da autoridade política e perante o Estado; poder que tem o cidadão de exercer a sua vontade dentro dos limites que lhe faculta a lei.

Liberdade significa o direito de agir segundo o seu livre arbítrio, de acordo com a própria vontade, desde que não prejudique outra pessoa.

                                                                                                                   (VERBETE DICIONÁRIO)

 

Conhece-te a ti mesmo. Sócrates

Dominar o homem dentro de si. Platão

O homem, para ser livre, precisa ser hábil a escolher entre as opções que lhe são oferecidas. Aristóteles

Penso, logo existo! Descartes

Onde não há lei não há liberdade. John Locke


O homem está condenado a ser livre. Jean-Paul Sartre~




Origem Etimológica da palavra LIBERDADE


O termo liberdade, do grego eleutheria, significa o poder, bem como a liberdade de movimento, ou seja, a possibilidade do corpo movimentar-se sem qualquer restrição, não é um dado da consciência ou do espírito.
Em latim, o termo libertas simboliza a independência, a ausência de limitações e coações.
Em alemão, a palavra Freiheit (liberdade) tem origem histórica nos vocábulos freihals ou frihals. Ambos significam “pescoço livre” (frei Hals), livre dos grilhões mantidos nos escravos.
Na Antiguidade, a liberdade era uma qualidade do cidadão, do homem considerado livre na estrutura da polis. A expressão da liberdade era sobretudo política. Os antigos não conheciam a liberdade individual como autonomia ou determinação. Poder e liberdade eram palavras praticamente sinónimas.
Liberdade como um dado da consciência surge com a descoberta da interioridade humana, com a projeção que cada um tem para o seu futuro.

Prof.ª Natércia Caravela
24/04/2017






segunda-feira, 3 de abril de 2017

Exposição na Galeria - Semana da Leitura



Início da Semana da Leitura

Os alunos da turma 10º Zd/Zu e a Prof. ª Arlete Santos, no dia 27 de março, fizeram um passeio inesperado...percorreram as ruas da cidade distribuindo e recitando poemas.

Questionaram a população de Loulé sobre se a leitura é prazer ou é maçada.

E assim se iniciou a nossa semana da leitura...Foi um momento único!

video

Feira do livro na Biblioteca Escolar - de 28 de março a 4 de abril









segunda-feira, 27 de março de 2017

Semana da Leitura

Na galeria da nossa Biblioteca, encontra-se em exposição os cartazes para concurso do Plano Nacional de Leitura  «Ler Prazer - Ler p'ra Ser» produzidos pela turma ZD do 10º ano com a colaboração do Prof. Dinarte Coelho. 
Vota no cartaz que mais gostas! :)








No âmbito da Semana da Leitura e do projeto municipal de Loulé- cidade educadora, os alunos das turmas de 11º ano dos Cursos Profissionais de Técnico de Multimédia e de Técnico de Design Gráfico, acompanhadas pelo professor Hélder Rocha e pela professora bibliotecária  Lucília Pires, deslocaram-se à Casa da Primeira Infância para um momento de partilha de leituras, no dia 30 de março de 2017, pelas 10.30 horas.
Estes alunos foram muito bem recebidos pelas crianças e educadoras, cujos olhares transmitiam afeto e gratidão. As crianças ficaram muito felizes e recetivas ao que iria acontecer. Assim, a visita começou com uma canção musicada pelo aluno Tiago de Sousa de autoria de José Afonso “ Vejam bem”, o que proporcionou momentos de alegria e de partilha de saberes.
Seguidamente, a aluna Daniela Sequeira contou de um modo expressivo a história ”Castorzinho Preguiçoso”, com acompanhamento musical, seguindo-se um momento de ilustração da história com a ajuda dos alunos da nossa  escola.
 No final, estes desenhos foram oferecidos aos alunos visitantes. A professora bibliotecária aproveitou a oportunidade para distribuir dois poemas: “ Quando as crianças brincam”; “ É urgente o amor”. Esta atividade, que articulou a música, a literatura e as artes foi extremamente divertida e enriquecedora.
Este diálogo  entre diferentes níveis de ensino é muito salutar, porque promove competências nos jovens e nas crianças que são essenciais para o seu desenvolvimento pessoal e social. Além disso, quebra barreiras e  promove o prazer da leitura- “ler para ser”.
A Escola Secundária de Loulé agradece à Casa da Primeira Infância o acolhimento e a disponibilidade na receção destes jovens.
Texto de Tiago de Sousa 11ºZD    







Fotografias de Daniel Fernandes 11º ZU




Dia Nacional do Dador de Sangue

Assinalou-se, hoje, o Dia Nacional do Dador de Sangue. A atividade foi promovida pela Profª Inês Coelho e pelos alunos da turma 10º Zs do Curso Profissional de Técnico de Auxiliar de Saúde.


Exposição sobre o Projeto Erasmus

Esteve patente na nossa biblioteca até dia 27 de março, uma exposição sobre o Projeto Erasmus promovida pelo Prof. Helder Pereira e pela Prof.ª Ana Margarida.





A leitura e a família

E assim foram os preparativos para comemorar a Semana da Leitura com os Encarregados de Educação...