segunda-feira, 17 de julho de 2023
segunda-feira, 12 de junho de 2023
Rádio escola - novo visual
Os alunos da turma 11.ºL desenvolveram propostas de decoração da cabine da Rádio escolar, que ficaram em exposição nas vitrines existentes junto à nossa Biblioteca e no nosso Instagram.
As propostas foram, assim, colocadas para votação, os alunos escolheram e a proposta escolhida foi executada.
Assim, a nossa rádio escolar ficou com um novo visual.
Fotos Rádio escola - novo visualsexta-feira, 2 de junho de 2023
O silêncio também fala
Convite à Meditação e à Harmonia - O silêncio também fala
O GPS (Gabinete Para a Solidariedade) e a Biblioteca Escolar vão promover sessões de meditação, entre 10 e 14 de outubro.
Contamos convosco!
Falando com o CORAÇÃO. O GPS (Gabinete Para a Solidariedade) e a Biblioteca Escolar convidam-vos os a viver o êxtase da vida quotidiana, aprendendo a reconhecer a verdadeira beleza que existe em nós mesmos e no mundo, e a encontrar o apoio a que o nosso espírito aspira.
Na semana de 10 a 14 de outubro, o GPS(Gabinete Para a Solidariedade) e a Biblioteca Escolar com a participação da artista residente, Marta La Piedad, promovem sessões de meditação com o objetivo de desenvolver em cada um de nós a capacidade de olhar para dentro e ampliar a consciência de nós mesmos e das nossas relações com os outros.
Neste momento e, para a semana citada, recebemos inscrições através dos professores. Depois, quem estiver interessado, (professores, alunos, funcionários) poderá dirigir-se a uma das funcionárias da Biblioteca que encaminhará o vosso pedido de forma a programar a sessão meditativa, em pequenos grupos ou individualmente.
Aguardamos a vossa participação. Bem hajam!
Atividades realizadas (Artista residente Marta La Piedad)
1.º PERÍODO
11out
Turmas:
11º D - 27 alunos- Ascensão Madeira
10º I - 22 alunos - Ascensão Madeira
11º Us - 9 alunos - Nélia Leal
12out
Turmas:
10º Us - 9 alunos - Nélia Leal
10º Ud - 25 alunos - Joana Gonçalves
13out
Turmas:
12º Ut/Us - 22 alunos - Cecília Correia
11º H - 27 alunos - Ascensão Madeira
10º Uv- 21 alunos - Ana Dias
14out
Turmas:
11º Uu - 9 alunos - Liliana Bota
12º Uv - 17 alunos - Nélia Leal
11º Uv - 12 alunos - Ana Dias
19out
Turmas:
12º K - 21 alunos - Hélder Teixeira
- 2 alunos Erasmus+ Suécia, escola Klara Teoretiska Gymnasium
2.º PERÍODO
Turmas:
14mar
12.º H - 21 alunos - Eduarda Rodrigues
10.º Ud - 1 aluno - S/ prof.
16mar
12.º C/E/J - 24 alunos - Eduarda Rodrigues
3.º PERÍODO
Turmas:
18abril
11.º J - 18 alunos - Arlete Casaca
11.º A/B - 29 alunos - Arlete Casaca
21abril
11.º I - 27 alunos - Arlete Casaca + 9 Professores Job Shadowing - Fin/ Sue/ Esp
02junho
12.º I - 21 alunos - M.ª Eduarda Rodrigues
19 Sessões -1 tempo - 19h
quinta-feira, 1 de junho de 2023
O amor passa pela biblioteca
terça-feira, 30 de maio de 2023
segunda-feira, 22 de maio de 2023
segunda-feira, 15 de maio de 2023
quinta-feira, 11 de maio de 2023
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Não me tirem a Enid Blyton
Para quem vivia nos anos 60 em Portugal – um Portugal “amordaçado” – e pior numa vila no sul onde não se passava nada, Enid Blyton “salvou” a minha infância e pré adolescência. Dois rapazes e duas raparigas - uma delas que gostaria de ser rapaz – quem é que não gostaria de ser rapaz naquela altura? – Viviam aventuras extraordinárias sempre que estavam de férias. E, para além disso, tinham um cão espetacular, o Tim, comiam scones, bebiam chá, faziam picnics. Eram bons alunos – tinham que ser para ir passar as férias com o tio Alberto. Depois havia um colégio em Londres onde estavam as gémeas O’Sullivan e um colégio das 4 torres na Cornualha que me fizeram ter vontade de andar num colégio interno. Devia ser mais giro do que andar no colégio da D. Arlinda em Loulé. Havia livros de Mistério onde havia um Frederico gordinho, havia outros que tinham uma catatua Didi, havia histórias no circo, havia “Os Sete” com um clube que tinha senhas para se poder entrar.
Dizem, agora, que a senhora era racista, misógina e não sei o quê mais - porque não se pode dizer/escrever gordo, feio, judeu, cigano ou gay …
Enid Blyton viveu entre 1897 e 1968. Se ela escreveu que a personagem “George” - a Zé dos livros dos Cinco em português -“ela tem de aprender que nunca será tão boa como um rapaz real”, ela tinha toda a razão. Nos anos 20 do século XX as raparigas não conseguiam fazer nada do que os rapazes faziam. As mulheres eram donas de casa nos livros dos Cinco. E não eram? Os jovens diziam que os pretos eram maus? Não diziam? Escrevia-se à luz do que se fazia na época. Vão mudar? E as pessoas vão ficar a pensar o quê? Que afinal no início do século 20 as pessoas já eram todas politicamente corretas? Não eram. Ela utilizava a palavra “gay”? Claro que sim. Gay significa "alegre", "jovial" originariamente, a palavra não tinha conotação sexual, era usada para designar uma pessoa espontânea, alegre, feliz, que era como a autora designava os Cinco. A literatura inglesa e americana desta época não utilizava a palavra “gay” com a conotação de “homossexual” que lhe damos hoje.
Não devemos adaptar as obras às sensibilidades de hoje se as obras não são escritas hoje. Não podemos pôr um autor dos anos 20 do século XX nos anos 20 do século XXI. Estamos a desrespeitar o autor. Como diz Pilar del Rio "… é um desrespeito pelo autor, também com os leitores considerados incapazes de entender as obras literárias que foram deixadas para ser entendidas na integridade".
Esquecem-se que Enid Blyton, tal como Agatha Christie ou Roal Dahl, criaram gerações de leitores! Não me parece que os jovens que os leram se tivessem tornado homens e mulheres com comportamentos inaceitáveis.
Li todos os livros da Enid Blyton – os que havia em Portugal - e de Agatha Christie – especialmente os de Poirot e não sou nem misógina, nem racista, nem xenófoba, antes pelo contrário, sou e sempre fui a favor dos direitos das mulheres e pela igualdade de oportunidades entre todos. As obras dos escritores são o produto do seu tempo e retirar as obras do contexto atualizando-as de acordo com as morais vigentes é alterar a história.
Vamos retirar as referências aos judeus antes da segunda guerra? Então porque existiu a segunda guerra se afinal todos gostavam de todos?
Não nos podemos esquecer que já vivemos uma época de lápis azul (censura - para quem não conhece a história recente de Portugal) e que Hitler mandou queimar livros e não foi assim há tanto tempo!!
Querem reescrever a história? Não se pode fazer isso!
Prof.ª Cristina Guerreiro


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